Mais de 71% da população do Príncipe vive no limiar da pobreza

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Príncipe, 19/03/ 2012 – O estudo do perfil da pobreza recentemente elaborado,mostrou que 71% dos habitantes do Príncipe estão a viver com menos de 30 mil (dobras) por dia, correspondente a pobreza extrema. A análise dos índices de pobreza por sexo, mostrou ainda um fenómeno marcante nas mulheres com uma taxa de pobreza de 77,7% contra 68, 6% nos homens.

Esses dados foram apresentados por uma equipa técnica da Direcção Geral de Planeamento chefiado pelo director desta direcção, Filipe Moniz que esteve na região para realização de um Atelier de Lançamento do Processo participativo para elaboração da Segunda Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (ENRP II) na Região Autónoma do Príncipe.

“Esta percentagem é grave. Por este motivo que estamos na região para apresentar a Estratégia e auscultar e colher subsídios e contribuições do Governo Regional e da Sociedade civil para incorporar na elaboração da ENRP II com objectivo de propor medidas que possam ajudar a gerar emprego e garantir um rendimento as famílias para que elas possam dar respostas as necessidades básicas que o ser humano tem direito”, disse Filipe Moniz.

De acordo aos dados estatísticos nacional, 66,2% da população de todo o país vive na pobreza absoluta. A nível nacional, os índices de pobreza por sexo também afecta mais mulheres do que os homens. As mulheres com uma taxa de pobreza de 71,3% contra 63, 4% nos homens.

Segundo os dados apresentados durante a apresentação, falta de trabalho, má gestão dos bens públicos, preguiça e ausência de iniciativa das populações, fraco nível de instrução da população, baixo poder de compra com a subida dos preços, corrupção, instabilidade são as principais causas de pobreza do ponto de vista familiar no país.

Considera-se pobre um individuo que está em estado de pobreza absoluta quando ele não pode satisfazer as suas necessidades básicas essências (alimentação, vestuário, habitação, saúde e educação).

Na Região Autónoma do Príncipe, as principais causas de pobreza estãona fraca economia local. Cerca de 23% de jovens entre 15 a 24 anos estão desempregados. A economia da região não é suficiente para criar emprego e gerar rendimento para a população. Além disso, a nível da educação na região, 1,5% das despesas da família é que vai para educação. As famílias não estão em condições de oferecer educação aos filhos. A gravidez precoce é outra causa de aumento de pobreza na região.

Os subsídios colhidos para ser incorporado na ENRP II foram, em primeiro lugar, inserir na ENRP II as acções que são prioridade do Plano e Agenda do Desenvolvimento Sustentável da Ilha do Príncipe, incluir os membros do Governo Regional no quadro da nova proposta do mecanismo de seguimento e avaliação da ENRP, criar mecanismos para pôr cobro ao aumento de gravidez precoce na região,  garantir mais  educação  e de qualidade para todos e principalmente para alunos com necessidades  especiais, garantir sustentabilidade no sistema  de micro-crédito no incentivo ao empreendedorismo.

O Secretário das Infra-estrutura, Nestor Umbelina, que fez abertura do atelier disse que esta Estratégia, vem de acordo com um dos Objectivos do Milénio de Desenvolvimento que se trata da erradicação da pobreza. Entretanto, Umbelina reconheceu só é possível erradicar a pobreza com boa governação e estabilidade no país, promoção do crescimento económico e sustentável, mais educação e saúde para todos e mais emprego e um rendimento capaz de dar respostas as necessidades básicas de um indivíduo.

A ENRP II é um instrumento de orientação de política de crescimento e redução de pobreza e o mesmo serve de base para dialogar com a comunidade internacional. Este documento tem como objectivo redireccionar as intervenções em matéria de desenvolvimento e de luta contra a pobreza para o período 2012-2016.

Para Filipe Moniz, este documento é importante porque baseia-se com base nos resultados visando melhorar a governação do país e ser credíveis aos olhos dos parceiros a fim de mobilizar ajudas necessárias e recursos para o processo de desenvolvimento do país.

O atelier foi realizado na última segunda-feira (19/03), na sala de reunião do Centro Cultural do Príncipe e durou cerca de 3 horas.

Foto: Plácida Lopes
Texto: Plácida Lopes/ Milay Costa
Governo Regional do Príncipe – GRP
Assessoria de Comunicação Social
(239) 2251011/013

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