Príncipe avança para fase de pré-eliminação do paludismo

Região Autónoma do Príncipe na luta para erradicação do paludismo

Príncipe, 04/04/2012 – Há sete anos que não se regista um caso de óbito por causa de paludismo no Príncipe. Com este resultado alcançado pelas autoridades regionais, o Príncipe atinge a fase de pré-eliminação de paludismo. Esta é uma fase fundamental para a erradicação da doença na região. Para tanto, a Delegação Regional da Saúde está a elaborar um plano estratégico que visa desenvolver várias ações para eliminar  a doença que no passado matava por ano dezenas de pessoas  na região.

O plano foi apresentado a delegação da Organização Mundial da Saúde (OMS), representado pelo Dr. François Nguessan a quando da sua visita de cortesia a ilha do Príncipe,  durante um workshop promovida pela OMS no Centro Cultural do Príncipe que teve como objetivo mostrar a visão, as funções e as áreas de intervenção da OMS em STP bem como discutir os grandes desafios que a região tem a nível da saúde e  apreciar as propostas que a Delegação Regional da Saúde vem elaborando para o desenvolvimento da saúde na Região Autónoma do Príncipe (RAP).

Segundo o delegado regional da saúde, Dr. José Prazeres, o documento ainda está na fase de elaboração, entretanto serviu para ser apresentado ao representante da  OMS em STP , Dr. François Nguessan  que  apreciou o plano e comprometeu com  os orgãos regionais  tudo fazer juntos aos  parceiros  da OMS para mobilizar suportes e assistência técnica para que este  documento tranforme num plano sustentável  que possa  permitir o Governo Regional definir  estratégias,  programas, orientações  e seguimento de toda a  fase da pre-eliminação do paludismo na região.

Não obstante, Dr José Prazeres informou que este trabalho tem que ser feito através  de três componentes que poderá determinar o sucesso do plano que tem como objetivo a erradicação do paludismo na ilha.

“ Nesta fase de pre-eliminação temos que reforçar a primeira componente que se refere a reforço de controlo do porto e do aeroporto.  Porque como vemos há muitos casos que vêm de São Tomé. Os casos de  paludismo que forem detetados ao entrar na ilha,  temos que  pôr numa  situação de quarentena para ser acompanhado pela equipa de saúde.  A segunda componente, se trata de  investir na campanha de prevenção junto a população.  Estamos  numa fase muito perigosa,  portanto, temos que pulverizar as nossas casas, as pessoas precisam continuar a dormir debaixo dos mosquiteiros impregnados todos os dias, manter limpo os seus quintais e não deixar água parada no quintal”, apelou o delegado da saúde Dr. Prazeres.

O delegado da Saúde  disse ainda que  para eliminar o paludismo na região, precisa-se também fazer um serviço de sensibilização junto  a Secretaria Regional de Infra-estrutura, porque as obras de contrução civil são as principais contribuidoras para a complicação do paludismo num território. “Temos  que fazer também  um serviço de sensibilização junto a Infra-estrutura  para criar um  mecanismo no seguimento das obras para não deixar água  parada por muito tempo nem águas nas valas das obras, porque as  obras de contrução civil são potenciais criadores de mosquitos que transmite o paludismo”,   acrescentou Dr. Prazeres.

De acordo com o Dr. José Prazeres, a aprovação da Lei Regional na luta contra paludismo, implementação do Plano Estratégico Regional para pré-eliminação da doença, campanha de prevenção do paludismo junto a população  e sensibilização junto a Infra-estrutura para criar um mecanismo no seguimento das obras para não deixar água parada por muito tempo  são seréis de atividades que a Delegação da Saúde pretende levar a cabo para eliminar  a doença que no passado matava dezenas de pessoas por ano  na RAP.

Foto: Plácida Lopes
Texto: Plácida Lopes
Governo Regional do Príncipe – GRP
Assessoria de Comunicação Social
(239) 2251 013

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Jornalista
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Uma resposta a Príncipe avança para fase de pré-eliminação do paludismo

  1. Scr. diz:

    Muito bem Príncipe. Mas a população ainda continua com a falta de educação ambiental…as pessoas não se importam com os lixos nem com as águas paradas como se verifica por cuase toda a ilha do Príncipe. A resistência em perceber a mensagem da boa higiene ainda é grande por parte da população.

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