A UMPP se prepara para a abertura do Ano Político

 União para Mudança e Progresso do Príncipe

União para Mudança e Progresso do Príncipe

Príncipe, 02/11/2012 – Há uma semana antes da abertura do Ano Político na Região Autónoma do Príncipe, o lider da  UMPP- União para Mudança e Progresso do Príncipe, José Cardoso Cassandra faz o balanço positivo sobre o processo autonómico da ilha do Príncipe e diz que o Governo Regional do Príncipe teve um papel preponderante na mudança estrutural, no metódo de servir os interesses regionais e nacionais.

Com o lema “ Juntos Mudemos o Príncipe”, a UMPP pretende a  união de todos os seus membros,  principenses em geral e residentes no Príncipe.

O evento que marcará a abertura do ano político terá lugar no dia 10 de Novembro do corrente ano na  zona de Aeroporto.

Leia na integra a entrevista do presidente do Governo Regional sobre o Banlanço da Autonomia do Príncipe

Nutixa Yé    — Que balanço faz da autonomia da Ilha do Príncipe?

Presidente do GRP : “ O balanço sobre o processo autonómico é francamente positivo por três ordens de razões. Em primeiro lugar, por razões de natureza política idiossincrática que suportaram, ainda antes da independência, a reivindicação deste caminho, por parte da elite do Príncipe, como solução para a salvaguarda da identidade regional própria e criação de condições para a coesão nacional, não abdicando dos legítimos interesses dos cidadãos do Príncipe em participar nas soluções de poder político e nos mecanismos de tomada de decisão, em vários domínios, que afetam, de uma maneira ou de outra, os interesses regionais, e mesmo nacionais, qualquer que seja o seu âmbito. Neste aspeto o balanço é bastante interessante e animador. O Príncipe é, hoje em dia, mais ouvido e respeitado, nos mecanismos de tomada de decisão e de poder, não obstante alguns constrangimentos que persistem. Em segundo lugar, a própria essência da reivindicação autonómica, criou condições políticas, no contexto nacional, de rutura com alguns resíduos de centralismo político, caracterizador da estrutura hierárquico-burocrática do nosso Estado que minavam os níveis de participação e intervenção dos cidadãos nos assuntos e defesa do interesse público, quer no âmbito nacional ou regional. Nunca, como agora, se realizou tantos debates públicos, reflexões, conferências e palestras no Príncipe, com grande participação popular, em torno de assuntos de âmbito regional e nacional, que culminou com a realização do Plano de Desenvolvimento Regional que suporta o caminho escolhido para o nosso futuro. Além disso, apraz-nos registar que, as eleições para a Assembleia e Governo Regionais, de 2006 e 2010, apresentam, dentre todas as eleições que se realizaram no contexto nacional, taxas de abstenção menor, respetivamente, de 24,6% e 8,47%. Ou seja, a abstenção é sempre menor, cá no Príncipe, para as eleições regionais do que para as eleições presidenciais e Assembleia Nacional. Isto parece sinalizar, sem qualquer esforço de aprofundamento sociológico sobre a matéria, a importância que a população residente, indiretamente, dá ao processo autonómico. Por último, permitam-me realçar a maior esperança, decorrente do desafio da autonomia, que um grande Historiador Português, Augusto Nascimento, sintetizou num seu belo texto sobre as perspetivas de futuro da ilha do Príncipe: “ <…Se compararmos o que era a ilha do Príncipe há cerca de dez anos com a sua atual configuração, as diferenças terão de ser consideradas enormes. Há apenas uma dezena de anos, tudo parecia resumido pela frase “aqui não há nada”…> ”. É óbvio que isto encerra um grande desafio e encorajamento, para todos os residentes da ilha do Príncipe, independentemente da sua origem, com reflexos nos domínios económico e social que já começam a ser percetíveis. Basta constatar, de acordo com os resultados parciais do último recenseamento da população, que o declínio populacional da região do Príncipe estagnou, ou melhor, inverteu a tendência de regressão, sendo o Príncipe uma das poucas regiões do país que cresceu significativamente em termos populacionais. Ou seja, o Príncipe deixou de perder população para começar a ser um destino preferencial de migração interna” .

Governo Regional do Príncipe – GRP
Assessoria de Comunicação Social
(239) 2251 013

Sobre Placida

Jornalista
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